domingo, 28 de agosto de 2011

Porque a maioria dos furacões tem nome de mulheres?

Sempre que há um furacão em qualquer parte do mundo e estes são noticiados pelos média as pessoas (principalmente as mulheres) perguntam: "Porque tem o nome de mulher?"

Depois de algumas pesquisas constatei que a maioria das pessoas (homens) responderam que:
  • "Case com uma e você descobre o que elas fazem da tua vida"
  • "Por que toda mulher é um furacão disfarçado de gente, logo após ela entrar na sua vida, seus sonhos, seu dinheiro, seus bens, sua vida...vão tudo pelos ares"
  • "Por que os furacôes são como mulheres, quando chegam são selvagens e molhadas e quando vão levam seu carro, sua casa, seus filhos ..."                  
Posso dizer que foram boas respostas mas cientificamente estão erradas (dependendo do ponto de vista).

No inicio os nomes dos furacões eram associados pelo santo do dia em que atingiam a terra, mas um meteorologista australiano no século XX mudou "o rumo da historia" e começou a baptizar os furacões com nome de pessoas que não gostava, principalmente os políticos.

A partir de 1953, o serviço de meteorologia adoptou formalmente nomes de mulheres para identificar as tormentas. Em 1979 começaram a ser usados também nomes masculinos. Hoje, o cometê da Organização Meteorológica Mundial, com sede em Genebra, é quem decide. Os nomes não devem ser traduzidos e são escolhidos nos idiomas das regiões afectadas. Assim, as tormentas no oceano Atlântico Norte recebem nomes próprios em inglês, espanhol e francês. Para cada temporada, são feitas listas com 21 nomes, em ordem alfabética, alternando masculinos e femininos. Sempre que os ventos atingem 62 km/h os meteorologistas baptizam o evento climático. 


As letras q, u, x, y e z não são usadas, porque poucos nomes começam com elas. Este ano, o último da lista é Wilma. Se houver mais de 21 tormentas, o que nunca ocorreu, a identificação segue com as letras do alfabeto grego: furacão Alfa, Beta, Gamma e assim por diante. Todo ano, há uma lista predeterminada com nomes comuns (aos países anglo-saxónicos) e curtos, que intercalam um nome de homem e um de mulher na sequência alfabética (feito desta maneira desde os anos 70). Se no período desse ano, ocorrerem mais fenómenos que os nomes definidos na lista, a Organização Meteorológica Mundial em 2005 teve que apelar (pela primeira vez na história) ao alfabeto grego, ou seja, os próximos fenómenos tiveram os nomes: ALFA, BETA, e assim por diante.Seis listas são usadas em rotação, a de 2004 será reutilizada em 2010. Os nomes já estão agendados até 2010.

O nome de um furacão pode ser retirado da lista para sempre. Isso acontece quando o fenómeno causa danos excessivos. Sessenta e sete nomes já foram retirados da lista desde que foi implantada. 
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  • Mitch (Honduras e Nicarágua) - 1998 - 18. 000 mortos  
  • Flora (Haiti) - 1963 - 8.000 mortos
  • Katrina (USA) - 2005 - 1.269
  • Diane (Nebraska- USA) - 1955 - 184 mortos 
  • Isabel (USA) - 2003 - 40 mortos 
  • Carla (USA) - 1961 - 46 mortos 
  • Camille (Mississippi, Virgínia e Louisiana) - 1969 - 256 mortos