quinta-feira, 1 de março de 2012

Caso Socrates - A outra versao da historia


No dia 24 de Fevereiro o jornal A Semana Online publica uma noticia com o seguinte titulo: "Jovem ilegal em Portugal morre por falta de assistência médica" o que causou grande revolta na comunidade cabo-verdiana em Portugal e não só, tendo muitas pessoas partilhado a noticia e fazendo comentários idiotas e racista. "Sócrates Lopes Fortes, supostamente por lhe ter sido negada assistência médica num hospital na capital portuguesa por se encontrar ilegal nesse país."


Os que não viram a palavra 'Supostamente' insultaram de todas as maneiras o sistema de saúde português, mostrando a sua revolta para com este caso.

28 de Fevereiro o jornal A Semana publicou uma outra noticia dizendo duas versões da historias, uma do clube onde jogava o jogador e outra de uma amiga do jovem. Clube Futebol Viseu: "Na sexta-feira passada, 17, faleceu Sócrates Fortes um jovem cabo-verdiano de 23 anos que fez a pré-época no Alvite e faleceu em frente ao hospital porque não tinha documento de autorização de residência. Anda assim a nossa Saúde. Nunca te esqueceremos apesar de teres aqui jogado pouco tempo".

Depois a versão da amiga segundo o A Semana: "uma amiga do falecido desmente esta tese e diz que o amigo, apesar de se ter queixado dias antes de dores de cabeça, nunca se dirigiu ao hospital. Por isso, não lhe poderia ter sido negado auxílio médico. Aliás, Sócrates Fortes sofreu recentemente um acidente de viação em Viseu, na sequência do qual fracturou costelas e foi atendido no hospital dessa cidade, acrescenta a amiga."

Hoje (1 de Março) a Sapo.cv que fez uma entrevista ao irmão da vitima que conta o que de facto aconteceu: "Foi exactamente na casa do filho que ele viu o seu estado de saúde agravar-se, depois de ter contactado com a família achou-se por bem fazer os tratamentos em Lisboa. Porém ele estava muito debilitado em casa, onde esperava que a mãe do seu filho chegasse e o ajudasse a ir aos serviços de urgência, mas infelizmente não deu tempo. O INEM não chegou a tempo de fazer todas as manobras de reanimação para situações do género, foi isso que aconteceu. É preciso não esquecer que o rapaz sempre trabalhou, era até a ultima época de futebol, um profissional, e que já nesses últimos tempos estava a tratar da sua nacionalidade portuguesa, que pelo tempo que já se encontrava em Portugal, tinha esse direito." 

E agora cabo-verdianos o que vocês tem a dizer? Vão continuar a criticar? Vão continuar a chamar de racista os 'tugas'? Vão falar sem saberem da verdade?