terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O que "matou" a Cesaria Évora?

Morrer todos um dia temos de morrer mas o que de facto tinha Cesaria Évora para que ela terminasse a carreira e posteriormente deixar eternamente o mundo dos vivos?



Segundo o director clínico do hospital a morte ocorreu hoje por "insuficiência  cardio-respiratória aguda e tensão cardíaca elevada". 


Mas o que de facto causou a morte da Diva foi: cigarroálcool. O tabagismo e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas são uma das causas de alguém vir a sofrer de AVC e Cise que não dispensava um bom copo de whisky (sem gelo) e cigarro, infelizmente ela foi vitima destas drogas licitas.

Tudo começou em Março de 2008 durante um concerto na Austrália sofreu um acidente vascular cerebral (AVC). As complicações são consequenciais das varias operações cirúrgicas a que a cantora foi submetida no últimos anos, tendo a ultima cirurgia (ao coração) feito no dia 10 de Maio de 2010 em França.





ALGUMAS ENTREVISTAS DE CISE FALANDO SOBRE A SUA SAUDE

CORREIO DA MANHA


– No ano passado sofreu um problema de saúde [um acidente vascular cerebral, na Austrália] que a obrigou a abrandar de ritmo. Que lições retirou desse momento difícil?
– Diminuí o número de espectáculos, pois estava sempre cansada. Depois desse episódio cheguei a um acordo com o meu produtor para abrandar. Sinto-me menos cansada.
– Vai cantar até ao fim?
– Vou cantar ainda mais algum tempo, não sei até que idade. Mas sei que não vou cantar para sempre… Um dia tenho que parar.

IONLINE

Voltando atrás: nós também notamos que a sua voz está diferente.


Deve ser de tanto fumar.


Quantos maços fuma por dia?


Não te quero dizer porque a Julieta [assistente de Cesária] está aqui. Depois digo-te ao ouvido, quando estivermos só nós os dois, mas não escreves.

Em 2008 apanhou um susto, com o AVC.


Foi na Austrália, no meio do palco. Mas foi fraco. Estava a cantar, senti a mão esquerda jote [sem reacção, em português], não estava a senti-la, e disse para comigo ai, ai. Contei ao Nando, que estava a tocar piano e não ouvia bem o que lhe estava a dizer. Depois passou, a minha mão ficou normal. Terminei o concerto e fui para o hospital.


Ficou internada quanto tempo?


Não me lembro [quatro dias, diz-lhe a assistente]. Os músicos vieram primeiro. 


O que mudou no seu estilo de vida depois do susto?


Não me assustei. Encarei com normalidade. Quase não senti. Dou a Deus graças para não voltar a sentir o mesmo, porque se agora voltar leva-me de vez. Foi um sinal.


Nos cuidados com a voz, com a sua vida, mudou alguma coisa?


A voz está normal. A minha vida, claro, mudou. Queres que te diga tudo? Digo já [em tom de gozo]!


Vou-lhe dizer uma data para ver se me diz o significado: 15 Dezembro de 1994.


O dia em que deixei de beber.
Há muita gente que não acredita que foi quando deixou de beber.


Se não acreditam, é problema deles. Sabes porque é que não acreditam? Porque até hoje em todos os contratos está escrito que tenho de ter conhaque no camarim. Como antes tomava os meus copos, continuam a pensar que continuo a beber. Tenho lá as garrafas. Ora abro, ora ofereço aos amigos. Mas sem ser isso deixei de beber álcool.
Obrigado por tudo
Cise, nossa rainha,
Nossa voz
Nossa Essência